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"O erro da ética até ao momento, tem sido a crença de que só se deve aplicá-la em relação aos Homens"

Dr. Albert Schweitzer


"Chegará o dia em que os homens conhecerão o íntimo dos animais e nesse dia, um crime contra um animal será considerado um crime contra a Humanidade."

Leonardo Da Vinci


"Enquanto os homens massacrarem os animais, vão-se matar uns aos outros. Na verdade, aquele que espalha a semente de morte e de dor não pode colher amor e alegria."

Pitágoras




Sábado, 27 de Agosto de 2005

Veterinário




Quinta-feira foi um dia para esquecer...

Acordei um pouco tarde, cerca das 12:10, mal abri a porta da rua entraram os meus 4 gatos e puseram-se, como sempre a miar à minha volta. Dei-lhes comida.



A minha gata (Lucky), que andava prenha, com uma barriga quase do tamanho de uma bola de vóley, comeu pouco e pôs-se novamente a miar à minha volta. Como ela é meia esquisita com a comida pensei que quisesse carne em vez dos cereais. Foi então que ela entrou para o meu quarto, quando lá entrei ouvi-a miar mas não a via, ela voltou a miar e dei com ela debaixo dos meus lençóis a lamber-se. Percebi que ela estava para ter os gatinhos.



Fui buscar o caixote com panos no fundo onde ela costuma parir, mal o poisei ela saltou para lá.



Deviam ser 12:30 quando começou em trabalho de parto.



Ela miava e ronronava para chamar atenção, eu sentei-me no chão ao lado dela...



Essas 1:00 comecei a ver uma patinha (apenas a parte dos dedos) a sair, era tão pequenina...



Uns minutos depois voltei a olhar, a pata tinha inchado muito, tinha cerca de 2 de diâmetro e mais de meio cm de espessura, comecei a ficar preocupada.



Apesar das repetidas contracções nas próximas 2 horas e meia apenas se viam os dedos de duas patas.



Fui chamar a minha madrinha e a minha prima (a minha manita, Kita). Ainda tentámos puxar o gato (que já sabíamos estar morto), mas não deu em nada.



A Lucky estava cada vez mais aflita (assim como todas nós), saiu do cesto, e andava atrás de mim a miar, depois deitou-se no terraço, com a respiração muito acelerada e com a língua de fora (como os cães fazem) e continuava a miar como que a pedir ajuda...



Chegámos à conclusão que a única salvação da gata seria ir ao veterinário, mas isso era caro e eu não sou propriamente rica. A minha manita disse-me que uma colega levou uma vez a gata ao veterinário com o mesmo problema, teve que fazer cesariana e gastou 40 contos, e isto à uns poucos de anos atrás...



Comecei a chorar, eu adoro aquela gata, só a tenho à 3 anos (nem é tão pouco quanto isso, já que o destino de quase todos os gatos e cães vizinhos é morrer atropelado na recta em frente a minha casa...) mas gosto muito dela, da personalidade dela, da cor estranha do pêlo (uma mistura não uniforme de preto, branco e vários tons de amarelo), enfim ela é uma amiga e eu estava a vê-la morrer.



A minha manita abraçou-se a mim e disse que íamos com ela ao veterinário, se os meus pais não quisessem pagar, ela própria pagaria... é por estes actos que eu adoro tanto a minha prima. É incrível como somos tão parecidas, tal como eu ela estava disposta a gastar 40 contos para salvar a vida de um animal (que nem sequer era dela). Uma nova luz acendeu-se dentro de mim...



Em todo caso tínhamos que falar o meu pai, mas àquela hora já tinha saído do emprego e não tem telemóvel, ou seja estava incontactável. Tínhamos que esperar até ele chegar, mas ainda faltavam 2 horas e a gata estava cada vez pior...



Decidimos então ir indo para Coimbra (onde havia veterinários mais próximos, a 30 minutos de carro) e encontrar o meu pai na paragem de autocarro.



Haviam 2 paragens possíveis para o meu pai estar, a minha manita e o namorado (que também tinha ido) foram à procura dele enquanto eu fiquei no carro, no estacionamento subterrâneo com a gata.



O tempo parecia não passar, eles nunca mais chegavam. Pensei que nem que eles chegassem naquele momento não conseguiríamos salvar a gata, ela arfava com a língua de fora, as segundas pálpebras estavam quase fechadas, as contracções continuavam, por vezes parecia que ela tinha dificuldade em respirar...



Depois de cerca de 15 minutos eles chegaram, o meu pai aceitou prontamente ir ao veterinário (apesar de ele dizer que a gata é uma chatinha, que anda sempre a miar, ele adora-a).



Depois de sairmos do estacionamento a Lucky ficou melhorzita talvez por causa do ar mais fresco...



Na clínica, 2 veterinárias tentaram, por largos minuto puxar o gatinho, a minha gata miava de aflição, desesperada com as dores que tinha (ainda chegou a arranhar uma das veterinárias, ups!!). Mas não resultou, só conseguiram puxar até meio do tronco dele...



Deram-lhe uma injecção e disseram-nos que teriam que fazer cesariana, para nós irmos para casa, quando ela estivesse bem telefonavam-nos.



O tratamento da gata ficava entre 150 e 175 euros (pensei que fosse bem mais), pagamos uma caução de 150 euros e fomos embora.



Estávamos a abrir a porta de casa (18 horas) quando o telefone tocou, de alguma forma a gata conseguiu tirar o gato morto (talvez por causa da injecção) e já tinha parido 1 vivo, talvez não fosse preciso ser operada!!!



Às 21 horas o meu pai telefonou para saber como estavam as coisas: a gata não tinha parido mais nenhum gato, iriam esperar mais 1 hora, se ela nada acontecesse fariam cesariana.



Uma hora mais tarde voltámos a ligar e tivemos boas notícias, a gata tinha mais 2 gatinhos, só faltava 1. Disseram-nos que como a gata estava cansada, por isso ligavam-nos de manhã para ir lá busca-la.



Fomos lá de tarde, trouxemos a Lucky e mais 4 lindos gatinhos.



Parece que o gato que deu problemas já estava meio podre, e para a gata não sofrer nenhuma infecção receitaram-lhe uns comprimidos.



Já no veterinário notamos que um dos gatinhos estava mais quieto e não queria mamar, pensamos que estivesse ensonado, mas em casa não mamou e estava cada vez mais fraco, percebemos que não ia sobreviver até ao dia seguinte, e assim foi, hoje de manhã estava morto...



Mas apesar disso, tudo acabou bem... Excepto que falta arranjar dono para os recém-nascidos, não posso ficar com mais nenhum, já tenho 4 e um cão... Por isso se puderem ajudem, os gatos não são de raça, mas são lindos... São 2 gatos (um amarelo e branco (tipo garfield) e o outro meio amarelo a fugir para o bege (uma cor linda e original)) e uma gata (que é a minha preferida) cinzenta com o focinho branco e todos os dedos das patas brancos...



Espalhem a palavra...




Puppydog, 27 Agosto 2005, 18:30 (Sernelha/Coimbra)


publicado por blackdrop às 21:44
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Sábado, 20 de Agosto de 2005

Touradas






Há uns dias atrás a TVI transmitiu uma tourada de Caldas da Rainha, no fim daquele espectáculo macabro entrevistaram uma das cavaleiras que naquele dia tinham participado. Perguntaram-lhe se pretendia seguir aquela carreira, ela disse que não, que queria estudar para veterinária... Fiquei estupefacta, como pode alguém que quer seguir veterinária, que quer tratar de animais espetar farpas num inocente boi apenas por diversão?





Ela escolheu esta profissão talvez pelo dinheiro ou por gostar de Biologia, mas não por amar os animais, ou talvez ela pense que os ama só por gostar do Boby que tem em casa, mas gostar de animais é trata-los a todos, sem excepção, com carinho e respeito, gostar de animais é estar 10 minutos a tentar salvar uma vespa que caiu na água, como me aconteceu nesse mesmo dia.




Amar não é matar, é salvar...





Puppydog, 20 Agosto 2005, 21:45 (Sernelha/Coimbra)
publicado por blackdrop às 18:49
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Quinta-feira, 11 de Agosto de 2005

Um cão barulhento



Ontem acordei às 9 horas da manhã com um barulho. Era um misto de ganido e uivo vindo de um cão ali perto. Não liguei, era apenas um cão a uivar.
Adormeci.....e voltei a acordar 2 horas depois com o mesmo ganido. Nesse momento ouvi o mau pai a chegar a casa vindo da sua bica matinal, chamei-o e perguntei lhe que cão era aquele que estava a fazer tanto alvoroço...



Ali pertinho de casa (a cerca de 20 metros) há um portão metido entre o salão da aldeia e um armazém. O portão dá para uma terra de cultivo e para lá desta há uma infinidade de outras terras delimitadas por cercas relativamente fáceis de transpor.



Segundo o meu pai o cão estava nessa terra e, em vez de passar a cerca e dar a volta ao salão ou ao armazém, queria sair à força toda por aquele grande portão.


O meu pai ainda o tinha “enxotado”, isto é incitado a ir para a cerca mas o cãozito não queria, se calhar não conhecia nada por estes lados e tinha medo...



Levantei-me com a intenção de ir ajudar o pobrezinho.



Quando lá cheguei o cachorro tinha enfiado a cabecita na frecha entre a base do portão e o chão.


Fui à volta e enfiei-me entre os arames da cerca para passar para o outro lado, para mim isto não era difícil, mas para o cão era a coisa mais fácil do mundo!!!



Entretanto o meu pai apareceu para ajudar. Cheguei ao pé do cão e dei-me conta que ele estava preso, não conseguia tirar a cabeça debaixo do portão.


Eu do lado de dentro e o meu pai do lado de fora lá conseguimos libertar o cãozito.



Ele era um rafeirito lindo (aliás, todos os cães são lindos), todo preto, pêlo “esgadelhado”, pequeno, um bocado “cão salsicha” (as patas um pouco curtas em relação ao comprimento) e com o pêlo cheio de coisitas de ervas.



Dei-lhe a minha mão a cheirar e fiz-lhe uma festa. Ele devia ter dono, pois estava gordo e era mansinho.


Peguei nele e trouxe-o para casa. Escovei-o para tirar as coisas que lhe enchiam a cara, enquanto o fazia ele olhava para mim com uns olhos meigos e fofos.



Os meus 4 gatos decidiram ficar a uma distância segura a observar atentamente aquele estranho (só têm confiança com o meu cão, cresceram juntos...), não fosse ele ficar uma fera, atirar-se a eles e mata-los (coitadito, aquela coisa fofa...).



Dei-lhe água mas ele não quis. Foi então que pôs as patas no muro do terraço e olhou para a estrada... Peguei nele e levei-o para lá, estava na hora de ir para casa...



Ao princípio estava um pouco confuso, olhava e farejava em todas as direcções. Depois começou a caminhar cada vez mais rápido e confiante. Até que começou acorrer.



Fiquei a olhar até o perder de vista.



Voltei para casa e o meu cão, Fox (ou “Quinho” como gosto de o chamar), olhou para mim e para o meu pai como que a pedir festas, meio ciumento por causa do intruso que estivera no seu território a atrair a atenção dos donos. Quando ficou farto de festas estatelou-se, como é costume, no mosaico a dormir.



Espero do fundo do meu coração que o cachorro tenha chegado a casa e encontrado carinho, atenção e afecto por parte da família...





P.S.: Estou deitada de barriga para baixo no sofá da sala e tenho um dos meus gatos, o Puck (um “gatito” enorme, gordo e amarelo. Tipo garfield à excepção do branco na barriga, patas dianteiras e um pouco no focinho), a dormir em cima de mim... coitadinho...vou ter de o acordar...






Puppydog, 11 Agosto 2005, 00:59 (Sernelha/Coimbra)
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Domingo, 7 de Agosto de 2005

Abandonos





Peço desculpa por não ter escrito nada por tanto tempo, mas a minha internet andava estranha...

Esta é a altura do ano em que os abandonos de animais, principalmente cães e gatos, atingem os números mais elevados. É impressionante como muitas pessoas não pensam duas vezes ao trocar 15 dias de férias pela companhia leal e eterna dos seus animais e deixam-nos nas ruas à sua sorte. Dizem "Alguem o vai encontrar e adoptar, ele vai ficar bem", quando isto é quase impossível de acontecer...
Aqui vai um texto que reflecte este problema.

"Hoje encontrei seu cão. Não, ele não foi adotado por ninguém. Aqui por perto, a maioria das pessoas já têm vários cães; aqueles que não têm nenhum não querem um cão. Eu sei que você esperava que ele encontrasse um bom lar quando o deixou aqui, mas ele não encontrou. Quando o vi pela primeira vez, ele estava bem longe da casa mais próxima e estava sozinho, com sede, magro e mancava por causa de um machucado na pata.



Eu queria tanto ser você naquele momento em que parei na frente dele. Para ver sua cauda abanando e seus olhos brilhando ao pular nos seus braços, pois ele sabia que você o encontraria, sabia que você não esqueceria dele. Para ver o perdão em seus olhos pelo sofrimento e pela dor por que ele havia passado em sua jornada sem fim à sua procura... Mas eu não era você. E, apesar das minhas tentativas de convencê-lo a se aproximar, seus olhos viam um estranho. Ele não confiava em mim. Ele não se aproximava.



Ele virou as costas e seguiu seu caminho, pois tinha certeza de que esse caminho o levaria a você. Ele não entende que você não está procurando por ele. Ele só sabe que você não está lá, sabe apenas que precisa te encontrar. Isso é mais importante do que comida, água ou o estranho que pode lhe dar essas coisas.



Percebi que seria inútil tentar persuadi-lo ou segui-lo. Eu nem sei seu nome. Fui para casa, enchi um balde d' água e uma vasilha de comida e voltei para o lugar onde o havia encontrado. Não havia nem sinal dele, mas deixei a água e a comida debaixo da árvore onde ele havia buscado abrigo do sol e um pouco de descanso. Veja bem, ele não é um cão selvagem. Ao domesticá-lo, você tirou dele o instinto de sobrevivência nas ruas. Ele só sabe que precisa caminhar o dia todo. Ele não sabe que o sol e o calor podem custar-lhe a vida. Ele só sabe que precisa encontrá-lo.



Aguardei na esperança de que voltasse para buscar abrigo sob a árvore, na esperança de que a água e a comida que havia trazido fizessem com que confiasse em mim e eu pudesse levá-lo para casa, cuidar do machucado da pata, dar-lhe um canto fresco para se deitar e ajudá-lo a entender que agora você não faria mais parte de sua vida. Ele não voltou aquela manhã e, quando a noite caiu, a água e a comida permaneciam intocadas. Fiquei preocupada. Você deve saber que poucas pessoas tentariam ajudar seu cão. Algumas o enxotariam, outras chamariam o canil, que lhe daria o destino do qual você achou que o estava salvando - depois de dias de sofrimento sem água ou comida.



Voltei ao local antes do anoitecer. Não o encontrei. Na manhã seguinte, voltei e vi que a água e a comida permaneciam intactas. Ah, se você estivesse aqui para chamar seu nome! Sua voz é tão familiar para ele. Comecei a ir na direção que ele havia tomado ontem, sem muita esperança de encontrá-lo. Ele estava tão desesperado para te encontrar, que seria capaz de caminhar muitos quilômetros em 24 horas.



Algumas horas mais tarde, a uma boa distância do local onde eu o havia visto pela primeira vez, finalmente encontrei seu cão. A sede não o atormentava mais. Sua fome havia desaparecido e suas dores haviam passado. O machucado da pata não o incomodava mais. Agora seu cão está livre de todo esse sofrimento. Seu cão morreu.



Ajoelhei-me ao lado dele e amaldiçoei você por não estar aqui ontem para que eu pudesse ver o brilho, por um instante sequer, naqueles olhos vazios. Rezei, pedindo que sua jornada o tenha levado àquele lugar que acho que você esperava que ele encontrasse. Se você soubesse por quanta coisa ele passou para chegar lá... E eu sofro, pois sei que, se ele acordasse agora, e se eu fosse você, seus olhos brilhariam ao reconhecê-lo, ele abanaria sua cauda, perdoando-o por tê-lo abandonado."

Puppydog, 7 Agosto 2005, Coimbra

publicado por blackdrop às 19:57
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